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quarta-feira, 29 de março de 2017

Desisti da faculdade + O que é sucesso na vida?

É, eu desisti da faculdade. Não do meu sonho, mas só da faculdade mesmo. Se eu estou feliz? Não muito, mas também acredito que se eu estivesse naquele lugar também não estaria muito satisfeita. O que eu pretendo fazer agora? Pesquisar. E muito. Andei percebendo nestes últimos tempos o tanto que minha vida passou diante os meus olhos por conta do temido vestibular.

Fiz a merda de uma prova fodida de difícil, passei anos ralando para poder ter a merda de um número de matrícula em uma universidade pública. A pergunta é: pra quê? Pra quem esse esforço todo se foi? 3 anos ralando e onde foi que todo esse tempo se enfiou? Isso mesmo: em nada. Ai se eu tivesse uma pessoa para ter me dito isso quando eu tinha 16 anos. Me dar um tapa na cara e falar assim: "ô idiota,  para de achar que sua vida depende de status em universidade, você é bem mais que isso". Mas como diz a minha mãe, não adianta chorar pelo leite derramado não é mesmo? O que passou, passou... O tempo não para, a vida é uma só... E esse mantra pode nos ajudar e ao mesmo tempo nos deixar paranoicos querendo viver a vida enquanto vê-la passando diante dos olhos... é um dilema.

"O que eu sei fazer? Por que que eu nunca ando pra frente?" Essas perguntas não param de me perseguir, o tempo inteiro. Sinto que estou estagnada, porque o tempo que eu devia estar me descobrindo eu estava decorando fórmulas de física e figuras de linguagem. Se eu me arrependo? De jeito nenhum, só não deveria ter levado a vida tão à sério e ter deixado de lado quem realmente sou. Por um lado, a faculdade me ensinou coisas novas, me trouxe novas experiências como morar sozinha, ainda mais no interior, conheci gente diferente, tomei vários baldes de água fria quando eu precisava cozinhar + trabalhar e estudar, tudo ao mesmo tempo. Sair das asinhas dos pais dói e ao mesmo tempo ensina muito. Então não, não foi ruim ter prestado vestibular, não foi ruim ter apostado a vida naquela vaga, eu aprendi muito nesse 1 ano de faculdade, muito mais do que nos 18 anos sendo protegida pelos meus pais.

Mas e daí? E agora? O que eu vou fazer daqui pra frente? Preciso trabalhar, preciso ter minha liberdade de novo... Mas pra isso preciso saber quem realmente sou... Por que eu estou na terra, o que faço aqui? As crises existenciais já vivaram rotina. O que eu sei fazer? Não paro de pensar nisso! Eu acho que sei escrever... legal. Sei fazer paranoias e ser dramática de vez em quando, cheirar gatinhos, cuidar de plantas, sei dançar muito bem, sei cuidar de crianças, sei ensinar e aconselhar de uma forma racional, sou boa em esportes, desenho bem, pinto bem, sei costurar e ser muito criativa, sou boa em lógica, tenho pulso firme e pé no chão, sei ver as coisas de outros pontos de vista, sou observadora e detalhista, o que me torna alguém extremamente preocupada com a perfeição, sou uma boa amiga e tento ser gentil até mesmo com aqueles que me cospem ódio, não guardo rancor, a simplicidade é minha alma.

O que eu quero dizer com isso? Que a gente tem nossas próprias virtudes, nem sempre a gente sabe fazer aquilo que a sociedade valoriza. Às vezes nossos dons caminham em outras direções, e isso não é ruim. Somos uns diferentes dos outros, temos cada um nossa própria e única beleza e personalidade. Por muitos anos achava que ter os dons que eu tenho era uma coisa "ruim", porque eles não servem para o fodido e lixo mercado de trabalho. Uma vez meu namorado disse pra mim algo que nunca havia pensado: as vezes as mulheres tem vergonha de assumir dons, que são considerados pela sociedade "femininos". Eu sempre achei mesmo que essas coisas pelas quais eu era muito boa eram de "mulherzinha" e não tinham importância nenhuma e não faria nenhuma contribuição social com elas... Mas qual é o problema em ser coisa de mulher? E o que é ter importância de alguma coisa?

O que é ser importante na nossa sociedade? Ser considerado importante é estar inserido em um padrão que é reconhecido por uma grande parcela de pessoas. Ser alguém bonito, ser alguém inteligente, ser rico, muito corajoso, de sorte ou ser famoso por alguma coisa relacionada a essas coisas que citei. Ou seja, é muito difícil você estar inserido em alguma desses padrões sociais, o que torna o sucesso algo como um conto de fadas, percebe? Não to sendo niilista, mas sou realista e percebo que esse sucesso profissional que tanto almejamos muitas vezes não agrega em nada.

Esse sucesso não é o sucesso de todos. O sucesso é aquilo que você vira a noite fazendo... Você fica tão empolgado e feliz que nem vê a hora passar. Isso é o sucesso. Ele não vem do reconhecimento alheio, mas sai de você mesmo. Sucesso é aquilo que eu chamo de o brilho da alma. A gente tá feliz com quem somos, aceitamos nossos defeitos e fraquezas, estimulamos outras pessoas a serem mais humanas através da nossa simplicidade e tentamos não fugir daquilo que nos deixa feliz de verdade. Se você tem sucesso interior as pessoas notarão o brilho da sua alma. Não corra atrás do sucesso "social" corra atrás desse sucesso pessoal. Invista nele, busque aquilo que você enlouquece de felicidade, que te tira do chão e dá vontade de viver mais e mais. Invista em quem você é e verá o sucesso.

Experiência própria.
Beijos! :3

domingo, 19 de março de 2017

OOTD #3: Black Metal Girl

Tipo o quê? É isso aí, eu voltei. Eu não quero abandonar o blog, porque às vezes eu tenho uns picos de criatividade e volto pra cá pra registrar, então não, não vou abrir mão daqui. Sei lá, eu sei que deveria me pressionar para postar mais aqui, mas eu sou procrastinadora, preguiçosa, enrolada... Ah, eu sou uma bagunça né... Mas fazer o quê, quem mandou ser blogueira old school (alguém aqui se lembra da blogosfera old school?).

Falar em blogosfera old school, acreditem se quiser, 2018 vão fazer 10 (!) anos que estou escrevendo em blogs, isso é assustador. E sim, eu to na blogosfera desde os 11 anos... E isso também é assustador, mas é algo que eu gosto e pretendo manter, mesmo que a antiga blogosfera tenha sumido do mapa, ainda acho bacana ter meus registros e relaxar um pouco a cabeça escrevendo, realmente me alivia colocar as coisas em papeis (ou em blogs), mas vamos para o que interessa:

Black Metal Girl OOTD
Eu em Ouro Preto - em Fevereiro deste ano (2017)
Como sempre né galera, a pessoa aqui é muito humilde, então meus looks são sempre simples, mas sem perder a minha essência, isso é muito importante pra mim porque eu me sinto completamente estranha se eu não me vestir como gosto, é como se eu estivesse abrindo mão de mim mesma, como eu sempre digo, moda pra mim é uma terapia, me visto pelo simples fato de me sentir mais completa e mais próxima da minha identidade e estilo de vida.

Detalhe inútil: fui chamada de vampira três vezes durante o dia desta foto. :) E agradeci a todos, inclusive. 

E sim, essa jaqueta fui eu mesma que fiz. Ela tá toda detonada (porque já é bem antiga) mas eu amo demais essa jaqueta e pretendo fazer outra assim que sobrar uns tostões... Se bem que dessa vez eu acho que vou fazer um colete aberto pra não passar calor né. '-' A meia calça é a de sempre, o shorts foram 10 reais, a camiseta é uma do Venom (25 reais) e aquilo atrás de mim é uma mochila, não sei se deu pra perceber kkkk O tênis é o Mad Rats de sempre...

 E sobre a depressão meus caros amigos, estou tomando doses cavalares de Cymbalta, mas acho que estou começando a sentir a melhora aos poucos, vamos ver no que vai dar... Pretendo ficar boa ainda este ano para voltar com todo o gás para a dança do ventre!

E é isso! E agradeço a todos pelos comentários no blog, eu li todos, vou tentar responder a todos com muito carinho! ♥

Beijos!